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Hematita em Marte agosto 10, 2010

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Seguindo as pesquisas, chegamos a indício de que houve água em Marte. Assim, as pesquisas buscam reservas no planeta. À seguir, algumas indicações e suas fontes:

Entre as descobertas pelo rover Opportunity está a presença de hematita em Marte na forma de pequenas esferas em Meridiani Planum. As esferas têm apenas alguns milimetros de diâmetro e acredita-se terem sido formadas como depósitos rochosos sob água há milhares de milhões de anos atrás. Outros minerais encontrados continuam formas de enxofre, ferro e bromo tais como jarosita. Esta e outras evidências levaram a que cientistas concluissem que “a água líquida foi outrora presente de forma intermitente na superfície marciana em Meridiani, e por vezes saturava a sub-superfície. Por que a água líquida é um pré-requisito chave para a vida, Meridiani pode ter sido habitável por algum período de tempo na História marciana”. No lado oposto do planeta, o mineral goethita forma-se somente em presença de água, ao contrário da hematite. Outras evidências de água, foram encontradas pelo rover Spirit nas “Colinas Columbia”.

A NASA avançou com uma hipotética história da água em Marte; onde que demonstrou que a água poderá ter sido abundante em Marte até há cerca de 3 bilhões e 800 milhões de anos atrás antes de ter começado a desaparecer. Há 2 bilhões de anos já só restava um pequeno mar perto do pólo Norte até desaparecer, quase por completo, 1 bilhão de anos depois.

O planeta teria cursos abundantes de água, e uma atmosfera muito mais densa que proporcionava temperaturas mais elevadas, permitindo a existência de água líquida. Presume-se que Marte tenha perdido muita da sua atmosfera devido ao vento solar que penetra pela ionosfera e de forma muito profunda na atmosfera marciana até uma altitude de 270 km. Ao perder a maior parte dessa atmosfera para o espaço, a pressão diminuiu e as temperaturas baixaram, a água desapareceu da superfície. Alguma subsiste na atmosfera, como vapor de água, mas em pequenas porpoções (0,01%), assim como nas calotas polares, formando grandes massas de gelos perpétuos.

As cores vermelha e amarela indicam altas concentrações (de hematita), enquanto que o verde e azul marcam regiões com baixas concentrações. Na Terra, a hematita cinzenta é um mineral de óxido de ferro que forma-se tipicamente em presença de água líquida

Esferas de hematita encontradas pela sonda Oportunity

Essa é parte da pesquisa que está sendo realizada sobre os motivos para se ir ao planeta Marte, com algumas informações importantes.

Fontes:

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3a/07-ml-3-soil-mosaic-B019R1_br.jpg

http://universo.hforum.biz/marte-proxima-parada-f24/marte-proxima-parada-t17.htm

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20071031112431AAb9iIv

http://imagens.tabelaperiodica.org/hematita-em-marte/

Por que ir a Marte? agosto 5, 2010

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Texto de Valter Luiz Líbero

Por que Marte chama tanto a atenção? Por que não viajar para Vênus que é o planeta que chega mis perto da Terra? Em tamanho e massa Vênus é mais parecido com a Terra do que Marte, o que resulta numa gravidade praticamente igual a nossa. Sua atmosfera, no entanto, é composta basicamente de dióxido de carbono, 96%. Ao contrário da nossa atmosfera com 78% de nitrogênio e 21% de oxigênio, na de Vênus há cerca de 3% de nitrogênio e praticamente nada de oxigênio. As nuvens mais altas são de ácido sulfúrico. Próximo à superfície do planeta a pressão atmosférica chega a 90 vezes a nossa. A esse cenário infernal soma-se o efeito estufa que eleva a temperatura média de Vênus a 400 graus.

Marte é cerca de metade do tamanho da Terra, com aproximadamente um décimo da nossa massa o que resulta numa gravidade de pouco mais de um terço da terrestre. Isso não é tão ruim, pois na Lua, que o homem já andou, a gravidade é muito menor, pouco mais de um oitavo da nossa. Sua atmosfera também é composta basicamente por dióxido de carbono, 95%, com cerca de 3% de nitrogênio e 0.15% de oxigênio. Nada agradável, mas a pressão atmosférica é bem pequena, menos que 1% da nossa. A temperatura varia de ?80 graus a noite para ?30 de dia, o que é suportável com as devidas precauções. Marte possui estações do ano, que duram o dobro das nossas. Em certas estações, tempestades de areia muito velozes podem alcançar grandes altitudes e serem vistas daqui da Terra. Provavelmente a característica mais infernal de Marte é o conteúdo baixíssimo de ozônio, cerca de 1000 vezes menos que os verificados na Terra, o que implica numa grande quantidade de radiação ultra-violeta alcançando a superfície e esterilizando a mesma.

Muito do que sabemos sobre Marte foi obtido através de observações feitas daqui mesmo da Terra. No entanto, já em 1964 a nave Mariner 4 enviava as primeiras fotos obtidas por sonda. Em 1971 a Mariner 9 fotografou toda a superfície marciana e também seus dois satélites, Fobos e Deimos. Tornou-se o primeiro satélite colocado pelo Homem em outro planeta. A primeira sonda a tentar pousar em Marte era soviética, mas se espatifou no pouso em 1971. A segunda, também em 1971 e soviética, pousou mas não funcionou. A terceira, em 1974 e também soviética, chegou a mandar sinais enquanto descia, mas falhou no pouso. A primeira sonda a chegar com sucesso foi a americana Viking 1, em 1976, sete anos após a descida do Homem na Lua. Ela funcionou por seis anos, muito além do esperado, enviando milhares de fotos. No mesmo ano chega a Viking 2 também com sucesso e que funcionaria por quatro anos. O custo dessas missões foi de três bilhões de dólares.

Vinte e um anos após as missões Vikings, em 1997, chegou a Marte a missão Mars Pathfinder, muito mais sofisticada e com custo quinze vezes menor que o das Vikings. Ela encantou o mundo, talvez não pelo que ela revelou sobre Marte, mas pela sua maneira peculiar de pousar no planeta. Uma base, denominda Pathfinder, carregando um minijipe de 10 kg, de nome Sojourner, após sete meses de viagem desceram envoltos em airbags inflados 10 segundos antes da queda. Após dezesseis saltos sobre o solo marciano o sistema pára, o air-bag é desinflado e aberto. O minijipe desceu por uma das pétalas da base e assim pode analisar o solo marciano através de seu principal instrumento, um espectrômetro de partículas alfa, de prótons e de raios-X.

Também em 1997, dois meses após o pouso do minijipe Sojourner, uma nova missão chegou com sucesso a Marte. A Mars Global Surveyor não pousou nenhum dispositivo, mas colocou um satélite artificial ao redor do planeta para fins de mapeamento topográfico e estudos meteorológicos. Junto com a Mars Odyssey, lançada em 2001 com objetivos geológicos e climáticos, hoje servem como satélite de comunicação entre a Terra e missões enviadas a Marte.

Em meio a tanto sucesso também temos fracassos, inevitáveis quando se trata de pesquisas de tamanha envergadura. As missões Mars Observer, lançada em 1992, Mars Climate Orbiter, lançada em 1998 e a Mars Polar Lander , lançada em 1999, nunca funcionaram devidamente e nem se sabe ao certo as causas. A nave japonesa Nozomi, lançada em 1998, encontra problemas em seu caminho a Marte, mas deve chegar neste ano. Esses fracassos, no entanto, acabam ajudando a aprimorar futuras missões.

Neste ano duas missões Americanas, ao estilo da Pathfinder, isto é com minijipes lançados dentro de balões inflados, desceram em Marte. A Spirit, desceu em 3 de janeiro, mas apresentou problemas que parecem ter sido parcialmente sanados. A Opportunity, que desceu 22 dias depois, parece funcionar bem. Ambas enviam fotos extraordinárias e aumentarão a região de solo já explorada, uma vez que conseguem caminhar cerca de 40 metros por dia. Elas também procuram por evidências da presença de água em solo marciano. Veja que nesta fase da exploração, encontrar água é mais valioso que encontrar qualquer outro metal precioso. Finalmente, a missão da agência espacial européia, ESA, a Mars Express, lançada em junho último, chegou a Marte e se tornou mais um satélite artificial desse planeta. Também lançou um módulo de aterragem (nos moldes do Pathfinder) mas que apresenta problemas de comunicação. Mesmo assim os resultados até agora já são muito reveladores quanto a possibilidade de existência de água em Marte.

Em vista de todas as dificuldades apresentadas pelo ambiente marciano ao ser humano, ainda teremos o problema da viagem longa demais para nós. Tipicamente as sondas enviadas viajam uma distância equivalente da Terra à Lua por dia e mesmo assim demoram meses para alcançar Marte. Sendo assim, é inestimável o trabalho que as sondas estão fazendo, que permitirá que o ser humano um dia possa ir mais bem preparado ao planeta Marte. Bem, há aqueles que acham até que nem mesmo precisaremos ir até lá, já que as informações das sondas são tão boas. Acredito, no entanto, baseado na história da civilização humana que onde for possível ir nós iremos, cedo ou tarde, perto ou longe.

*Prof. Dr. Valter Luiz Líbero, do Instituto de Física de São Carlos, responsável pelo CDCC (Centro de Divulgação da Astronomia, ligado ao Centro de Divulgação Científica e Cultura)

Tirado de:

http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?id=2755

Tecnologia espacial em nossas vidas – Parte I maio 13, 2010

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A exploração espacial nos levou a incríveis avanços no conhecimento científico e a numerosas aplicações práticas na nossa vida diária. O impacto da NASA na nossa vida é estrondoso! A exploração espacial contribuiu decisivamente para o progresso da ciência e da tecnologia que utilizamos no dia-a-dia, abaixo vocês podem conferir alguns exemplos.

Purificação de água

O sistema de purificação da água tem sido usado em vilas no Iraque e é baseado no dispositivo desenvolvido pela NASA em 1994 que limpa a água contaminada, tratando-a com iodo. Os seis membros da tripulação habitual da Estação Espacial Internacional (ISS) usam cerca de 12 litros de água por dia. Para aproveitar o máximo deste recurso, eles purificam sua própria urina e suor e extraem água de sua respiração usando uma versão melhorada deste sistema em 1997 pelos engenheiros do Marshall Space Flight Centre. Esta facilidade foi instalada em 2008 na ISS e esperamos que esta tecnologia produza como beneficio a redução da necessidade de se levar ao espaço 6.800 litros de água por ano.


Câmera que opera no infravermelho

Usada para rastrear mísseis aéreos (ar-ar) em fotografia médica e na espectroscopia, a câmera infravermelha foi desenvolvida em 1997 para monitorar chamas de lançadores de foguetes. Este equipamento emprega uma rede de detectores de fótons conhecida como QWIPs (quantum-well infrared photodetectors). Com o desenvolvimento tecnológico, câmeras mais avançadas foram construídas baseadas em semicondutores de arsenieto de gálio que conseguem ‘ver’ em uma larga faixa de freqüências do espectro infravermelho. Estas câmaras têm sido usadas em larga escala, rastreando partículas de dióxido de carbono, monitorando incêndios e detectando tumores cancerígenos.

Na próxima semana continuaremos com este tema, aguardem…

Hubble faz aniversário, mas com data de validade maio 6, 2010

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O Telescópio que revolucionou os horizontes cósmicos completou, no dia 24 de abril, 20 anos. Como comemoração, a NASA divulgou imagens inéditas deste grande mirante:

Uma das últimas imagens capturadas pelo telescópioA mais recente imagem produzida pelo telescópio, da nebulosa Eta Carinae, localizada a 7,5 mil anos-luz da Terra (Foto: Nasa, AEE, M. Livio e Equipe Hubble 20 Anos)

No ano passado, astronautas visitaram o telescópio a fim de instalar novos equipamentos e otimizá-lo ainda mais, que passou a ser cem vezes mais potente do que quando foi lançado em órbita. Contudo a NASA pretende aposentá-lo no ano de 2013, quando será substituído por um outro telescópio espacial, batizado de James Webb.

Em seus 20 anos de operação, o Hubble observou mais de 30 mil corpos celestes e produziu mais de 500 mil imagens.

Sugerido: acesse o site da BBC, onde foram publicadas muitas outras imagens deste telescópio que até hoje é um grande protagonista da astronomia.

A importância desta Tecnologia abril 22, 2010

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Para compreender os investimentos na Tecnologia Espacial, é preciso ter visão de futuro, imaginar a Terra daqui a 25 anos…

No ano de 2035, ocorre o previsto “crash da energia”. As reservas de combustíveis fósseis atingem níveis críticos e as fontes renováveis de energia não atendem à demanda.
O planeta Terra está à beira de um colapso. Só a exploração de uma nova fonte de energia poderá mudar este cenário.
Valendo U$ 4 milhões o quilo, o gás hélio-3 não produz subprodutos nocivos, podendo abastecer o planeta por um período suficiente para encontrarmos outra fonte de energia. Tudo que é preciso fazer é ir buscá-lo.
É gerado como subproduto das próprias reações nucleares do Sol e soprado pela galáxia por ventos solares. Por falta de proteção no campo magnético da Terra, o solo lunar absorveu o hélio-3 por milhões de anos.
O Programa Internacional de Exploração Lunar (PIEL) foi criado com um único objetivo: explorar um milhão de toneladas de hélio-3 que se encontram sob a superfície lunar.

Quem o descobriu e quando?

Foi encontrado em amostras de rochas lunares trazidas pelos astronautas do Projeto Apollo, graças ao trabalho de Harrison Schmitt, que viajou à Lua na Apollo 17 (1970), o único geólogo a visitar o satélite.

De quanto Hélio-3 precisamos para abastecer Terra?

Com base no atual consumo de energia, cerca de 100 toneladas de hélio-3 proveriam a Terra por um ano (o que significa que a Lua poderia abastecer a Terra durante 10 mil anos). Anualmente, teríamos de transportar o gás aos poucos da Lua para a Terra; e a chegada de cada remessa seria um grande acontecimento, além de requerer uma logística específica de segurança.

Podendo ser usado como combustível em futuras centrais elétricas nucleares, sem deixar qualquer resíduo tóxico, o hélio-3 é o único recurso cujo custo-benefício de sua extração na Lua valeria a pena (para se ter uma idéia, nem o ouro valeria os recursos envolvidos).

Assim, diríamos que aí está a necessidade de desenvolver a T.E.

Explorar a Lua. Clique para se preparar para a nova “profissão do futuro”.

Tecnologia Espacial março 27, 2010

Posted by T.E. in Andamento do projeto.
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Por que a escolha desse tema?

Explorar o espaço, descobrir sobre os planetas, chegar cada vez mais longe. Tecnologia Espacial é um tema que tende a evoluir sempre, isso fica claro quando é analisado o histórico de pesquisas, que envolvem jogos políticos e a curiosidade do homem.

Assim, trabalharemos em algum dos pontos dessa imensa área, pelos motivos acima apresentados.

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